domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Adeus à China das chinesices baratas

-A proliferação de sites de venda de produtos chineses baratos, já deu o que tinha a dar, as ordens do governo português são claras para a AT, cobrar taxas para desencorajar as importações por parte de particulares. As compras de particulares nestes sites de venda directa atingiu nos últimos anos valores de alerta vermelho e os "gloriosos importadores" agora tem recebido amargas novidades ao receber as encomendas do Aliexpress, Wish, Miniinthebox, Lightinthebox, Everbuying e Gearbest entre outros, nalguns casos as taxas são superiores a 100%.

Um cliente fez um encomenda de um artigo de 9,85€, pagou de taxas 18,50€, outro encomendou 2 artigos no valor de 17,98€, recebeu uma cobrança da AT de 21,74€, a compra de uma SJ5000 Plus Silver (rival chinesa da GoPro) na Gearbest no valor 125,57€ recebeu a amarga factura de 77,92€, o que indica que estamos perante a caça ao imposto, para estancar a importação directa destes artigos, para que voltem a ser importados por importadores registados e autorizados e controlados pelo fisco, realizando assim receita fiscal sobre toda e qualquer importação.

Apenas objectos de insignificante valor tem escapado ao crivo da AT e todos os contribuintes que são repetentes na compra no exterior e já foram alguma vez contactados a pedir NIF e comprovativo de compra, são quase sempre taxados. A taxa pelo simples acto de apresentação à alfandega é de 12€, a que acresce a taxa de direitos aduaneiros (variável consoante o artigo importado e de acordo com a pauta aduaneira em vigor), o impresso que é pago e o IVA sobre tudo isso, incluindo sobre os portes de envio caso os haja.

A juntar ao custo está o aumento do tempo de espera, devido ao não aumento de efectivos da AT, o tempo para despacho é maior para dar vazão ao número de encomendas a processar.

Agora antes de nos vangloriarmos que adquirimos este ou aquele equipamento 50% abaixo do preço em Portugal, é melhor esperar pela factura da AT a ver se realmente não ficou afinal mais caro do que seria em Portugal, sem nenhuma garantia e com um tempo de espera a rondar os 2 meses ou mais ultimamente; e a demora não é só cá, já à partida começam os atrasos. A encomenda RF423889965CN de ligações micro USB para smartphones e tablets, efectuada a 11/11/2016 foi expedida a 17/11/2016 na China e só foi reencaminhada para Lisboa a 14 de Dezembro, praticamente um mês depois, mas mais grave só chegou a Portugal a 23 de Janeiro de 2017, onde ainda vai ser apresentada à Alfandega e que pode demorar ainda mais um mês a sair de lá. Nestas condições já não é possível ter a expectativa de receber as encomendas entre um mês e meio a dois meses, o que inviabiliza toda e qualquer compra na China ou qualquer outro país fora da UE.








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